“Se me perguntassem agora da alegria da vida,
Eu só tinha lembrança de uma flor miudinha.”
Adélia Prado
Ah! A beleza das coisas frágeis… Assim foi a visita que fiz à Casa Ronald McDonald, na tarde de 21 de março de 2012, quarta-feira. O controle na entrada, com segurança, portaria, e todo domínio de quem entra e sai, com câmeras espalhadas pelos setores, me fez ter a certeza de que estava no lugar certo, afinal, crianças possuem um valor imensurável, e toda segurança contida no local é correspondente aos valores infantis contidos na Casa. Não fosse o outdoor magnânimo marcando a fachada da Casa, eu diria que tinha acabado de entrar no mundo dos sorrisos, e por tantos que recebi, no breve percurso da portaria ao hall de entrada, passei a concedê-los sem porquês. Como é bom voltar a sorrir sem porquês, lá, no mundo dos sorrisos, isso é possível. Ao nos apresentar, afinal de contas, eu acompanhava o blog “A Ceia” em sua visitação à Casa, como “Blogueiro Responsável” – nova festa, e sorrisos ainda mais abertos e mais familiares surgiram. A Sra. Edyr, cicerone de nosso tour pela Casa, numa amabilidade impossível de ser escondida, e com aval histórico de quem milita pela Casa desde sua fundação, foi quem primeiro nos abraçou, junto à árvore do amor, e não há melhor recepção do que tal árvore que saúda a todos os que chegam. Mui silenciosamente ela clama aos que por ela passam:“Importa amar!” – assim sussurra a sábia árvore. Logo a nossa guia fez questão de comunicar a Pres. Sônia, que estávamos no local, e outra vez o abraço se estendeu, as portas se abriram e vimos no brioso olhar daquela senhora, o amor que há anos vem sendo consolo, conforto, abrigo e combustível de abnegada missão. Logo depois de celebrado o abraço – vi na casa que o rito se faz por um aperto de mão, um sorriso amigável e abraços a tudo o que faz parte da Casa – a Sra. Sônia fez chamar Henrique Schmitz, o idealizador e mobilizador dos divulgadores on-line, conhecidos por blogueiros. Um jovem inteligente que se uniu a uma causa maior, renunciando a pequenez comum de tantos em dedicarem-se a si mesmos. Mais uma vez, … festa, sorrisos, prazer compartilhado e pela primeira vez, uma aparição real do virtual “A Ceia”. Foi bom saber, que fomos os primeiros a visitar a Casa, do grupo de blogueiros parceiro do Instituto, isto dito pelo amigo Henrique.
![]()
Quanto ao tour, fizemos parte da etapa pelos olhos da Sra. Edyr, outra, através dos olhos de Henrique, e assim vimos um grupo de pessoas que enfrentam um dos maiores fantasmas da humanidade com divinais atitudes e sentimentos. Doações, colaboradores, incentivadores, voluntários, profissionais, … em cada canto da Casa há um traço feito por alguém, alguma outra instituição, algum grupo organizado, enfim, há marcas de quem resolveu abraçar aquela Casa. Comprometidos no cuidado integral daqueles que passam a morar na Casa, vê-se salas temáticas com objetivos pedagógicos, psicológicos, lúdicos, de entretenimento, … Além disso, a Casa está cada vez mais focada nos aspectos de sustentabilidade do ambiente. Com fontes de energia captadas pelo raio solar, cartões magnéticos que impedem o gasto excessivo de energia nos quartos e demais áreas da Casa, e outras atitudes assertivas que beneficiam um todo, percebe-se o cuidado com o que se é arrecadado e com o futuro de nosso planeta. Ao abrir a biblioteca, um pré-adolescente, ex-paciente da Casa, cuja mãe agora está envolvida com o local, junto de uma professora. Ele debruçado no Livro dos Recordes/2008, absorto pela força das pálpebras de um homem capaz de mover toneladas por elas, e eu contemplativo pelo seu recorde, afastar o fantasma do câncer, viver uma vida de alegria e pensar em bater outros recordes. Um eu já posso premiá-lo, a marca alcançada por viver com alegria desconcertante.
A Casa que o amor abraçou, abraça-nos também. Agradeço a Sra. Sônia, ao irmão Henrique e a carinhosa Sra. Edyr, pelo abraço dados a nós. O “A Ceia” tem o prazer de fazer tão honrosa e nobre parceria e dedica seus préstimos ao crescimento da Casa Ronald McDonald. O mundo dos sorrisos, que mora ali, no Rio, tem de ser mais conhecido, visitado e auxiliado. Mais abraços precisam ser direcionados para a Casa que o amor construiu, eu convido você a fazer parte de uma história que não tem fim. Até breve!






